Artigo: “A necessária reforma do modelo tributário”, com M. L Fattorelli para o jornal Extra Classe

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Muito se fala sobre a necessidade de realizar uma reforma tributária no Brasil, porém, poucos conhecem a estrutura do modelo tributário e a sua característica de regressividade, que faz com que os mais pobres paguem proporcionalmente muito mais que os ricos. Muitas pessoas também não sabem responder porque, apesar do peso dos tributos, é tão deficitária a contrapartida em serviços públicos de qualidade para toda a população.

Vamos a um breve diagnóstico do atual modelo tributário e a necessidade urgente de reforma que corrija suas injustificáveis distorções.

É um dos mais desiguais do mundo. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), temos uma carga de cerca de 33%, porém, essa carga recai de forma desigual sobre os diversos grupos econômicos: a incidência de tributos sobre o consumo (bens e serviços) e sobre a classe trabalhadora (folha de salários) é muito mais relevante, respondendo por quase 75% de toda a arrecadação do país; os tributos que incidem sobre a renda respondem por menos de 20% do bolo arrecadado e os tributos sobre o patrimônio (propriedades urbanas e rurais, veículos) contribuem com menos de 5%, e sobre transações financeiras apenas 1,66%, quase nada!

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