Retrospectiva 2025: ACD é reconhecida por uma das maiores autoridades em Macroeconomia no país

Compartilhe:

A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) recebeu o reconhecimento de uma das maiores autoridades em macroeconomia do país, o professor Miguel Bruno, doutor pela EHESS de Paris e pela UFRJ, pesquisador da UERJ, IBGE e Faculdade Mackenzie. Durante participação em live comemorativa dos 25 anos da ACD, dia 22/09, o economista destacou a relevância científica e social do trabalho desenvolvido pela entidade e contestou críticas que considera infundadas.

Segundo Miguel Bruno, muitas críticas dirigidas à ACD carecem de rigor científico e reproduzem, de forma mecânica, discursos difundidos na mídia e na internet. Para ele, o trabalho da ACD é fundamental para explicar e conscientizar a população sobre a atuação do Banco Central, que, em sua avaliação, não age de forma neutra, mas está fortemente comprometido com a lógica rentista própria do processo de financeirização no Brasil. O professor também questionou a falta de isonomia no debate público, ao observar que raramente são analisados, com o mesmo rigor, os erros da política monetária conduzida pelo Banco Central.

Miguel Bruno defendeu de forma enfática a necessidade de auditoria da dívida pública, afirmando que, mesmo que os registros contábeis estivessem corretos, o processo permitiria revelar à sociedade o papel nocivo da política monetária e seus efeitos sobre a economia. Em sua fala inicial, ressaltou a importância de tornar visíveis os mecanismos que sustentam a dívida e os juros elevados no país.

Ao longo da exposição, abordou temas como a subordinação da economia brasileira às finanças privadas desde os anos 1980, a transformação da dívida externa em interna, a desvinculação entre juros altos e excesso de demanda, a ausência de um projeto nacional de desenvolvimento e a captura do Estado pelo rentismo, em consonância com as denúncias históricas da ACD.

Acesse notícia completa aqui.