Rioprevidência: escândalos de hoje confirmam alertas feitos pela ACD em 2019
Mais um escândalo envolvendo a Rioprevidência vem à tona, agora com desdobramentos criminais. O presidente e ex-diretores do fundo previdenciário dos servidores do estado do Rio de Janeiro foram alvos da Operação Barco de Papel, da Polícia Federal, que investiga operações financeiras irregulares de quase R$ 1 bilhão com o Banco Master. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, bens de alto valor foram recolhidos e a PF apura crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos, fraude à fiscalização, associação criminosa e corrupção passiva. As operações colocaram em risco o patrimônio previdenciário de cerca de 235 mil servidores e seus dependentes.
Nada disso é surpresa. Em 2019, a Auditoria Cidadã da Dívida já alertava, em artigo detalhado, que a Rioprevidência vinha sendo usada como peça central de esquemas de “engenharia financeira” e desvio de recursos, associados à lógica da securitização, que antecipa receitas futuras em troca de perdas bilionárias e compromete o pagamento de aposentadorias. O texto mostrava como esses mecanismos transformam direitos previdenciários em modelo de negócios para o sistema financeiro, à margem da transparência e do interesse público. (Veja artigo aqui)
Seis anos depois, os fatos confirmam as denúncias: a cada dia surge um novo escândalo, evidenciando que os problemas estruturais da Rioprevidência nunca foram resolvidos. O que a ACD denunciou em 2019 não apenas permanece atual, como se aprofunda, mostrando a urgência de enfrentar esse modelo e proteger, de fato, os recursos e os direitos dos servidores.
#RioPrevidência #BancoMaster #ACD #AuditoriaCidadã
