Decisões polêmicas envolvendo o Master reforçam questionamentos em relação à atuação do Ministro André Mendonça
O ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro e identificado com o bolsonarismo, tem adotado decisões que, na prática, blindam peças-chave em investigações sensíveis. No caso do Banco Master, retirado da relatoria de Dias Toffoli, Mendonça centralizou o inquérito, afastou o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, do fluxo de informações e restringiu o acesso aos autos apenas à equipe formalmente designada, limitando o conhecimento da cúpula da corporação.
O ministro também desobrigou Daniel Vorcaro de depor da CPI do Crime Organizado, bem como outros investigados e pessoas próximas de autoridades. Em decisões anteriores, já havia liberado o chamado “Careca do INSS” e irmãos de Toffoli de prestar esclarecimentos.
Enquanto parte da mídia apresenta Mendonça como alguém que coloca investigações “no rumo”, os fatos indicam outra direção e nas redes a imagem do ministro e suas blindagens está bombando: concentração de poder, sigilo ampliado e proteção a personagens estratégicos em casos que envolvem o antigo governo.
Depois de muito desgaste nas redes sociais por conta dessas questionáveis decisões, Mendonça ordenou a prisão de Vorcaro.
Não se trata de mera formalidade processual, mas de escolhas com impacto político direto sobre a transparência das investigações, segundo as redes supostamente protegendo pessoas chaves no centro dos escândalos.

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