Dados do próprio Banco Central denunciam nível de endividamento histórico das famílias: uma crise que ele mesmo produziu
Os dados do Banco Central (BC) escancaram uma realidade alarmante: o comprometimento da renda das famílias com dívidas (juros + amortizações do principal) atingiu o maior nível da série histórica, chegando a 29,3%. Isso significa que quase um terço de tudo o que se ganha no país já está sendo consumido pelo endividamento. Ainda segundo os dados do BC, a inadimplência tem subido também. Segundo a CNN , mais de 10% da renda das famílias estão sendo destinados apenas para pagamento de juros.
Ironicamente, os dados do Banco Central mostram a crise que ele próprio provocou, uma vez que a elevada taxa de juros tem sido mantida e justificada pelo BC para, supostamente, conter a inflação, mas que na prática produz o resultado que tem sido denunciado pela Auditoria Cidadã da Dívida há anos: um povo cada vez mais endividado.
Esse cenário é fruto de um modelo estrutural que aprisiona a população. Com taxas abusivas — como 400% ao ano no rotativo do cartão de crédito — o sistema financeiro impõe um ciclo contínuo de endividamento, dificultando qualquer possibilidade de recuperação financeira para famílias e empresas.
Enquanto qualquer governo não enfrentar de forma concreta o problema dos juros elevados e do Sistema da Dívida, o crédito continuará caro e restrito, travando o crescimento econômico e ampliando as desigualdades. O resultado é evidente: mais inadimplência, mais comprometimento da renda e menos capacidade de consumo e investimento.
Não se trata de falta de educação financeira, como muitos coaches e defensores da meritocracia tentam vender. Trata-se de um sistema que concentra renda e penaliza a maioria da população. Sem enfrentar essa lógica, o cenário tende a piorar.
É preciso lutar pela aprovação do Projeto de Lei Complementar n° 104/2022, proposto pela ACD e várias entidades, que limita a taxa de juros de qualquer empréstimo/financiamento a 12% ao ano.
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