Lutas por direitos

A defesa dos direitos sociais exige organização, mobilização e unidade entre as diversas entidades comprometidas com as pautas de interesse da classe trabalhadora e da sociedade brasileira. Com o objetivo de ampliar a visibilidade dessas lutas e fortalecer o diálogo com a população, a Auditoria Cidadã da Dívida criou este espaço intitulado “Lutas por direitos”.

Esta página reúne breves apresentações elaboradas por entidades, associações e movimentos parceiros, destacando os principais direitos sociais defendidos, suas bandeiras de luta e os temas prioritários de atuação. Além disso, cada texto contém o link para o respectivo site institucional, permitindo o acesso a informações complementares e ao trabalho desenvolvido por cada organização.

O espaço integra a mobilização em torno da carta encaminhada aos partidos políticos, por meio de ferramenta virtual de participação popular, buscando coletar compromissos de candidatos(as) com pautas fundamentais para a garantia e ampliação dos direitos sociais no Brasil.

O espaço rural brasileiro brasileiro é geograficamente definido pelo IBGE com superfície correspondente a mais de 99% do território nacional, de maneira que suas formas de apropriação, posse e utilização econômica afetam a totalidade da população brasileira. Há neste século XXI  processo de superexploração do espaço rural, com formas de apropriação e utilização das terras altamente degradantes do ponto de vista ecológico e socialmente injusto; clamando por Reforma Agrária ecológica e políticas agrícola e agrária coerentes com novo padrão de desenvolvimento.. E em especial urge adoção de política agrária legítima do ponto de vista da Constituição Federal, regulando os regimes fundiários da CF(1988) contra a grilagem de terras públicas, tema que a ABRA e CONTAG  demonstraram sobejamente na ADPF 1322/26 recém protocolada no STF

Com mais de 5 mil associados e 40 anos de atuação, a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) desenvolve ações permanentes no âmbito das relações de trabalho em defesa e valorização dos trabalhadores, como isonomia de tratamento, transparência nos processos internos, melhoria das condições de trabalho, Dignidade Previdenciária e de Saúde, Plano de Cargos e Salários digno, combate ao assédio moral e sexual, entre outros. A Associação mantém pauta institucional de interlocução pelo fortalecimento da democracia; soberania; defesa dos Direitos Humanos em todas as suas esferas; redução das desigualdades intra e inter-regionais; recursos estáveis para as políticas públicas de desenvolvimento e melhoria das condições de vida da população.

A AFFEMG reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos direitos sociais, da justiça fiscal, da valorização do serviço público e do fortalecimento do Estado. Entre suas principais bandeiras estão a defesa da administração tributária eficiente e autônoma, o combate à sonegação e às desigualdades fiscais, a garantia de políticas públicas de qualidade, bem como a preservação dos direitos e conquistas da categoria fiscal. A AFFEMG espera dos políticos o compromisso democrático com um sistema tributário equilibrado, transparente e responsável.

A ASPAL – Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas da ALESP, fundada em 6 de abril de 2004 e atualmente presidida por Gaspar Bissolotti Neto, tem o objetivo de defender os direitos e interesses da categoria. Entre suas lutas estão a campanha salarial, a reestruturação dos cargos e carreiras da ALESP, a criação do Auxilio Nutricional Complementar aos aposentados; o apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006, que trata do fim da contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas; a PEC 38/2025, que trata da reforma administrativa que visa destruir o serviço público e acabar com carreiras, o que prejudicará inclusive os aposentados e pensionistas que têm paridade salarial; a extensão do Adicional de Qualificação aos aposentados da Alesp que tinham direito antes da aposentadoria e apoia integralmente a Auditoria Cidadã da Dívida. Também preocupa muito aos aposentados da ALESP a transferência da sua folha de pagamento para a SPPREV, sendo que uma das principais reivindicações é a criação de uma Diretoria na SPPREV exclusivamente para tratar da folha da ALESP e o ideal é que essa transferência fosse postergada para o futuro, após a inserção de outros órgãos. A Aspal coordena, desde abril de 2020, a Ação Solidária e Filantrópica dos servidores da ALESP, que desde a pandemia auxilia financeiroamente entidades beneficentes que cuidam de pessoas em estado de vulnerabilidade

A crise financeira das universidades federais brasileiras é marcada por um subfinanciamento crônico, queda de repasses e disputas orçamentárias frequentes. Após cortes promovidos pelo Congresso Nacional, o Governo Federal realizou uma recomposição de R$ 977 milhões e, ainda assim, este aporte tem sido abaixo dos níveis registrados na última década, fazendo com que as universidades federais funcionem com um subfinanciamento histórico, com valores significativamente inferiores aos patamares de 2014, dificultando a manutenção de infraestruturas e a expansão física e tecnológica. O orçamento discricionário utilizado para custeio de água, luz, segurança, limpeza e assistência estudantil, sofreu reduções sucessivas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) com o objetivo de garantir o aumento de emendas parlamentares. Mais de 90% da produção científica nacional é oriunda das universidades públicas, com o apoio das agências estatais de fomento, constituindo o grande pilar para a soberania científica do país. O ATENS Sindicato Nacional vem se posicionando e pressionando juntamente com as demais categorias do segmento da educação, uma recomposição do orçamento das universidades federais e das agências de fomento à pesquisa, de forma a garantir tanto o custeio quanto o investimento, a fim de que as universidades garantam uma formação de qualidade, o incremento às pesquisas e às inovações que possam contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
 

A ATENS/UFSM atua na defesa dos direitos dos servidores técnico-administrativos de nível superior ativos e aposentados da Universidade Federal de Santa Maria, compreendendo que a valorização do serviço público está diretamente ligada à defesa da sociedade, da democracia, dos direitos sociais e do meio ambiente.
A entidade luta pela construção de uma carreira digna para os trabalhadores e trabalhadoras da educação pública federal, pela manutenção e fortalecimento dos serviços públicos de qualidade, acessíveis à população, e pela defesa da universidade pública, gratuita, inclusiva,  social e ambientalmente comprometida.
Entre suas principais bandeiras estão a defesa do Regime Jurídico Único, a valorização das carreiras, a recomposição do orçamento das universidades federais e das agências de fomento à pesquisa e a resistência às reformas que fragilizam o Estado, ampliam as desigualdades e comprometem os direitos da população.

A Cáritas Brasileira atua na promoção e defesa dos direitos sociais fundamentais, com foco na dignidade humana e na superação da pobreza e das desigualdades. Sua ação se volta à garantia da segurança alimentar e nutricional, ao acolhimento e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo migrantes e refugiados, e ao fortalecimento da economia solidária e da justiça socioambiental. Em articulação com redes e organizações da sociedade civil em todo o país, reafirma seu compromisso com os direitos humanos e com a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

A CNTI — Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria — no ano que completará 80 anos, tendo uma trajetória de resistência e luta organizada pelos direitos da classe trabalhadora industrial no Brasil, enraizada no sindicalismo de base, a entidade mantém-se firme na defesa intransigente dos direitos sociais, na valorização do trabalho digno e na proteção dos trabalhadores frente às investidas de precarização, agora, inclusive, com a sinistra perspectiva da pejotização irrestrita. Na conjuntura política brasileira contemporânea, a CNTI reafirma seu papel como voz ativa na defesa da redução da jornada, da negociação coletiva, da previdência pública e da democracia alicerçada na autonomia sindical, reafirmando o compromisso histórico com a justiça social como alicerce de um desenvolvimento verdadeiramente soberano e includente.

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil-CSPB, fundada em 1958, atua pela defesa dos servidores e pelo bem‑estar social. Há quase 70 anos promove estudos e propostas para transformar o Estado e a Administração Pública, com foco na redução das desigualdades. Sua principal pauta atual é a regulamentação da negociação coletiva (Convenção 151 da OIT) por meio do PL 1893/2026.

A FENAJUFE defende os direitos sociais vinculados à valorização do serviço público, à democracia e à justiça social. Entre suas principais bandeiras de luta estão a recomposição salarial e reestruturação das carreiras do PJU e MPU, a defesa de condições dignas de trabalho, a defesa da aposentadoria pública e dos direitos previdenciários, o fortalecimento da Justiça do Trabalho e dos serviços públicos, além do combate ao racismo, machismo, capacitismo, LGBTfobia e intolerância religiosa. A Federação também atua em defesa da saúde, educação, acessibilidade, inclusão social, direitos humanos, igualdade de gênero e da ampliação dos direitos das servidoras, servidores, aposentadas, aposentados e pensionistas.

O Sindimetrô RS representa os metroviários e metroviárias da Trensurb. Nossa entidade, além de lutar por melhores condições de trabalho e valorização da categoria, também enfrenta a luta contra a privatização da Trensurb desde 2019, quando foi incluída no Plano Nacional de Desestatização durante o governo Bolsonaro. Mesmo após as promessas de campanha de dar fim às privatizações no Brasil, o atual presidente Lula não retirou o nome da empresa desta lista e se recusa a receber os trabalhadores para dialogar.
Lutamos diariamente por um transporte público gerido pelo Estado, de qualidade e com tarifa zero para que possa desempenhar seu papel social previsto na constituição federal.
 

A defesa dos direitos sociais deve ser um compromisso central dos partidos políticos nas eleições de 2026. Os projetos apresentados ao povo devem valorizar o trabalhador, protegendo seus direitos e fortalecendo a Previdência Social pública e o respeito à aposentadoria digna, reconhecendo a tríade justiça social, distribuição de renda e proteção da classe trabalhadora.

 

 

.

O SindMPU atua na linha de frente em defesa das servidoras e servidores do MPU e do CNMP, compreendendo que a valorização de servidores é o pilar fundamental para um Ministério Público forte, independente e capaz de servir com excelência à sociedade brasileira. Para nós, a luta por uma carreira digna, pela recomposição salarial e pelo respeito aos direitos trabalhistas não é apenas uma demanda corporativa, mas um compromisso com a eficiência do Estado e com a entrega de uma justiça acessível a todos. Ao defendermos investimentos adequados, a gestão democrática e o fortalecimento institucional, combatemos diretamente o desmonte dos serviços públicos e as políticas de juros elevados que asfixiam o orçamento social. Assim, o SindMPU reafirma seu papel na proteção do funcionalismo e da democracia, garantindo que o MPU disponha de profissionais valorizados para atuar no combate às desigualdades e na garantia plena dos direitos dos cidadãos.

O SINDPREV/ES, juntamente com demais organizações dos servidores públicos exige a não tramitação da proposta de reforma administrativa que vem diretamente atacar os direitos adquiridos dos referidos servidores e a implantação de um programa de recuperação do papel social dos serviços públicos, a partir do atendimento as reivindicações destas categorias como reposição de novos servidores através de concurso público e investimento na infraestrutura dos locais de trabalho

O Sindsep-DF representa o conjunto dos servidores e empregados públicos do Executivo Federal no Distrito Federal. Sindicato geral e classista, defende a unidade da categoria como instrumento de fortalecimento da organização sindical, da consciência de classe e da capacidade de mobilização dos trabalhadores. Entre suas principais bandeiras estão a defesa de serviços públicos gratuitos e universais para o povo brasileiro e de um orçamento público que priorize serviços e políticas públicas voltadas aos interesses e necessidades da população trabalhadora. Além da luta por melhores salários e condições de trabalho no setor público, o sindicato tem como pautas centrais a regulamentação da negociação coletiva (Convenção 151 da OIT), o combate às distorções salariais como medida para valorizar, de forma equivalente, todos os trabalhadores que constroem as políticas públicas nacionais, e o combate à precarização das relações de trabalho presente em sucessivas tentativas de contrarreforma administrativa (a exemplo das PECs 32/2020 e 38/2025). Atuamos contra a fragmentação da categoria e a elitização do serviço público, e buscamos o aperfeiçoamento de políticas de democratização das relações de trabalho no setor público e valorização profissional ao conjunto dos servidores, defendendo os direitos e conquistas históricas do funcionalismo.

SINPRO-DF atua na defesa da educação pública, gratuita, democrática, inclusiva e socialmente referenciada, lutando pela valorização das professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais da rede pública e privada do Distrito Federal. Entre suas principais bandeiras estão a garantia de financiamento adequado para a educação pública, a valorização profissional com carreira digna e respeito aos direitos trabalhistas, a defesa da gestão democrática, da liberdade de cátedra e de políticas educacionais comprometidas com a redução das desigualdades sociais. O sindicato também atua em defesa dos direitos sociais, da democracia e da justiça fiscal, compreendendo que a garantia de investimentos públicos passa pelo enfrentamento ao sistema da dívida e à política de juros elevados que retiram recursos das áreas sociais.

Aos Procuradoras e Procuradores da Fazenda Nacional cabem, no exercício de suas atribuições institucionais, promover a justiça fiscal como vetor de efetivação dos direitos sociais, assegurando que a arrecadação recuperada financie saúde, educação e assistência.