Rombo do Master pode levar à expropriação de salários e aposentadorias de servidores no RJ

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Desde a eclosão do escândalo do Banco Master, as notícias divulgadas na mídia tem sido cada vez mais impactantes, quando vem à tona o envolvimento de estados e municípios.

O fato é que muitos prefeitos e governadores acabaram ‘caindo no conto do vigário’, ao aplicar bilhões de reais nos fundos oferecidos pelo Master e, agora, sem mais a quem recorrer, buscam ajuda e orientação junto a autoridades políticas, advogados e entidades especializadas em auditoria, como a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD).

Há casos, entretanto, que parecem sem solução a curto ou a médio prazo. Como no estado do Rio de Janeiro, onde o governo aplicou mais de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, o plano de previdência dos servidores públicos fluminenses, em fundos e Letras Financeiras da instituição, liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.

A situação, que pode levar à expropriação de salários destes servidores, bem como à impossibilidade de aposentadoria, será debatida em atividade na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na próxima quarta (10 de junho).

Na mesa, os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Aline Caldeira, das disciplinas de Direitos Humanos e Estado, e Mathias Luce, que coordena um projeto de pesquisa Sistema da Dívida, e ainda o deputado estadual Flavio Serafini (Psol).