Com PIX no centro da disputa, “Tarifaço de Trump” revela capacidade de inovação do serviço público brasileiro
A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiro (que ficou conhecida como “Tarifaço do Trump”) entra em vigor nesta quarta-feira (22), às 01h01 (horário de Brasília). A medida, que já foi confirmada pelo governo americano, vai impactar cerca de 18% das exportações do Brasil para o país, totalizando aproximadamente US$ 15 bilhões sob risco.
Os americanos alegam que a “decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países”, segundo publicado em matéria do portal de notícias G1.
“No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria”, aponta a matéria, destacando que a investigação analisou, ainda, temas como regulação de plataformas digitais, acordos comerciais do Brasil com outros países, desmatamento ilegal e combate à corrupção.
Mas parece ser, mesmo, o PIX, o inovador e gratuito sistema online utilizado por todos os brasileiros (pessoas físicas e jurídicas) e que revolucionou (e desburocratizou) as formas de pagamento e transferências de dinheiro em nosso país, o que mais incomoda o governo Trump.
Na visão da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), o PIX é uma prova cabal da ‘capacidade de inovação do serviço público brasileiro’, considerando que a plataforma foi desenvolvida pelo Estado brasileiro e implementada por servidores públicos, tornando-se uma referência em eficiência e inclusão financeira.
Um verdadeiro ‘tapa na cara’ daqueles que ainda insistem em desqualificar não só os serviços públicos, como também os servidores públicos de nosso país.
Autoridades políticas, figuras públicas e até mesmo os veículos de comunicação de massa tem feito coro contra o serviço público e pressionado pela privatização descontrolada e sem transparência.
Mas basta um olhar cuidadoso para papel do Estado, que o resultado, inevitavelmente, surge. E o PIX é um exemplo do que o Brasil pode oferecer quando há investimentos em serviços públicos. E temos ainda outros exemplos, como a educação pública gratuita e o Sistema Único de Saúde (SUS), amplamente reconhecido e admirado internacionalmente por sua dimensão e caráter universal.
A ACD também chama a atenção para um outro ataque permanente contra o Estado, personificado na maléfica PEC 38/2025.
Lançada sob a ‘alcunha’ de Reforma Administrativa, a proposta pretende alterar a Constituição Federal para colocar em risco todos os serviços públicos que conhecemos hoje, nas áreas da Saúde, Educação, Previdência, Assistência Social e Segurança, entre outros. Serviços que, de fato, precisam ser melhorados, mas que correm o risco de serem privatizados ou até desmontados, deixando a imensa maioria do povo brasileiro sem nada!
Confira a notícia sobre o “Tarifaço de Trump”, neste link do G1
