“A Previdência Social é superavitária e o rombo está no Sistema da Dívida”

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O título acima é do mais novo artigo de Maria Lucia Fattorelli, publicado pelo jornal Extra Classe, neste final de semana.

A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) fala sobre o iminente risco de uma nova ‘contrarreforma’ da Previdência Social, que vem sendo ‘tramada nos bastidores dos poderes’ pelas alas mais conservadoras, sob influência direta do mercado financeiro, que busca desmontar o atual modelo, ‘público e universal’, e substituí-lo por um sistema privado e sem qualquer garantia para a classe trabalhadora.

Tudo isso sob a falsa justificativa de déficit:

“O discurso de um falacioso déficit da Previdência tem sido o motor desse movimento que beneficia o setor financeiro, mas é ele o maior responsável pelo rombo das contas públicas, localizado no Sistema da Dívida”.

Apresentando estudos comprovados (em colaboração com a equipe de especialistas da ACD) Fattorelli demonstra que a Seguridade Social, que inclui a Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde, é, ao contrário do que dizem, superavitária:

“O artigo 194 da Constituição instituiu a Seguridade Social e o artigo 195 estabelece o seu financiamento por toda a sociedade e pelos orçamentos públicos de todas as esferas (federal, estadual, distrital e municipal). Portanto, não há que se falar em déficit. A Constituição obriga o Estado a participar do financiamento da Seguridade Social e esse aspecto tem sido desconsiderado nos cálculos que apontam o falacioso déficit”.

Maria Lucia demonstra que o ‘verdadeiro rombo’ das contas públicas, e que afeta não apenas a Seguridade Social mas, ainda, todos as demais áreas que demandam investimentos públicos, vem do Sistema da Dívida

“A Dívida Bruta do Governo Geral” subiu 10,2% do PIB de 2023 a junho de 2026, o que em valores absolutos significou um crescimento de R$ 3,584 trilhões, segundo o Banco Central. De fato, o estoque da dívida explodiu no período indicado, porém, o principal responsável por esse salto foram os juros nominais da dívida pública, que acumularam R$ 3,246 trilhões e, segundo o Banco Central, responderam por 91% desse crescimento da dívida pública”.

Valores colossais que ‘evaporam’ dos cofres públicos, sem qualquer contrapartida e sem que a sociedade possa usufruir. A solução é a realização da auditoria cidadã da Dívida Pública, como têm apontado a ACD, há décadas.

Confira a íntegra do artigo, aqui.

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