ACD alertou: Minas pode ficar sem dinheiro para pagar servidores em janeiro
Não é de hoje que a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) avisa sobre as graves consequências do crescimento exponencial da dívida no estado de Minas Gerais. Citando apenas os alertas mais recentes, em janeiro de 2025 publicamos uma matéria com o seguinte título: “A Dívida de Minas Gerais com a União foi paga 3 vezes, mas o Sistema da Dívida quer mais!”
O texto rebate reportagem do jornal O Tempo que afirmava que o Governo Federal perderia R$ 13,75 bilhões com a renegociação da dívida de Minas, nos moldes do PROPAG (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), criado pela Lei Complementar 212/2025. A ACD demonstrou que o cálculo da União omitiu ter recebido R$ 48,665 bilhões de juros e amortizações, o equivalente a três vezes o valor original da dívida, de R$ 14,883 bilhões, além de cobrar mais R$ 159,9 bilhões – QUATORZE vezes a dívida original.
Em julho de 2025, a ACD publicou uma entrevista de Maria Lucia Fattorelli à Revista Inova Jur, com o título “Entenda por que a dívida pública de Minas Gerais virou sinônimo de desmonte do Estado”. Na conversa, a coordenadora nacional da entidade revelou que Minas já havia pago mais de 3 vezes o valor refinanciado em 1998 e que abriu mão de R$ 135 bilhões da Lei Kandir, além de aderir a programas como RRF e PROPAG. Mas, mesmo assim, viu a dívida se multiplicar por quase 11 vezes.
Agora em setembro, a ACD publicou o “Relatório Específico Preliminar de Auditoria Cidadã da Dívida (nº 2/2026) – Exame específico da dívida interna do estado de Minas Gerais refinanciada pela União em 1998 nos moldes da Lei 9.496/97”, detalhando todo o cenário de desmonte e já prevendo o desastre.
E a prova de que a ACD acertou em suas análises, veio em reportagem de 12/10, do portal Agenda do Poder, sob o título “Minas pode ficar sem dinheiro para pagar servidores já no 1º mês do governo de Cleitinho”, na qual a Secretaria da Fazenda de MG diz que poderá faltar recursos para o salário de 700 mil servidores no próximo mês de janeiro. Na matéria, o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD) ainda critica a promessa de Cleitinho, de redução do IPVA, o que levaria à renúncia fiscal de R$ 25 bilhões.
A ACD defende a mudança deste modelo econômico que atinge municípios, estados e a União e que produz escassez e atraso. Conheça nossa Campanha É Hora de Virar o Jogo:
