“ACD aponta “alta taxa de juros” em queda do Brasil no ranking de crescimento industrial

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A notícia publicada nesta semana pelo jornal Valor Econômico (veja abaixo) apontou que a indústria de transformação brasileira apresentou piora pelo 2º ano, levando o país a despencar no ranking.

“O crescimento de 1,5% em relação ao início do ano passado só foi suficiente para que país não ficasse em posição ainda pior, indica levantamento”, diz a reportagem que teve como base os números divulgados pela referindo-se ao estudo da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Segundo o levantamento, a indústria de transformação brasileira recuou 0,1% nos primeiros três meses de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, deixando o Brasil na 69ª posição de um ranking de 90 países, que mede o crescimento do setor no trimestre. O, que estava na 33ª posição no início de 2024, caiu para a 47ª em igual período de 2025, apresentando, agora, o novo recuo.

Na análise de Maria Lucia Fatorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), a notícia divulgada pelo Valor não foi uma surpresa, por causa da política de juros que vem sendo adotada pelo Banco Central do Brasil (BC): 

“Isso é culpa do Banco Central, pois o processo industrial é longo, oneroso, e exige financiamento, mas é insustentável financiar esse processo com os juros praticados no Brasil! O BC elevou a taxa básica de juros Selic ao absurdo patamar de 15% a.a., permaneceu aí durante longo período e tem reduzido pouquíssimo e de forma lenta demais. Não há indústria que resista a isso!

O economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin aponta na mesma direção de Fatorelli:

“O cenário não é de crise, mas de estagnação, pois os juros elevados seguem limitando o dinamismo dos setores industriais mais dependentes de crédito, sobretudo aqueles com maior capacidade de encadeamento produtivo, disse à reportagem. 

Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A ACD defende a urgente implementação de uma política de juros que seja mais justa e permita ao país, enfim, retomar o crescimento pleno e a favor da população.

Por isso, está à frente da Campanha pelo Limite de Juros no Brasil, que visa limitar a taxa de juros a 12% ao ano (ou o dobro da taxa Selic, o que for menor). Saiba mais, clicando aqui.

Leia a reportagem completa do Valor.