Antes do escândalo, ACD já denunciava suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master
A edição desta quarta-feira (14/01) do Correio Braziliense destacou a gravidade do caso Banco Master a partir de declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou que o episódio “pode ser a maior fraude bancária da história do país”. Ao defender a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial da instituição controlada por Daniel Vorcaro, Haddad classificou como “gravíssimas” as suspeitas levantadas e disse que o governo acompanha de perto o desenrolar do caso, ressaltando a necessidade de firmeza na defesa do interesse público, sem prejuízo do direito à ampla defesa.
As declarações do ministro reforçam alertas que a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) vem fazendo há tempos sobre indícios de fraude no sistema financeiro. Para a coordenadora nacional da ACD, Maria Lucia Fattorelli, o foco das investigações não pode se restringir a um único nome. “A matéria cita só o Vorcaro, mas tem muita gente envolvida nessa fraude. Esperamos que as investigações da Polícia Federal avancem e alcancem todos os responsáveis”, afirmou. Fattorelli também alertou para o impacto social do caso, lembrando que ao menos um terço dos recursos do Fundo Garantidor de Créditos pode ser arcado por bancos públicos, como BB e Caixa, transferindo o custo da fraude para a sociedade.
Nesta semana e na passada, tanto Fattorelli quanto o economista Rodrigo Ávila, da ACD, concederam entrevistas aprofundando as críticas. Em conversa com a TV Democracia, no dia 7, Fattorelli apontou falhas históricas na fiscalização do Banco Central e defendeu auditoria permanente da autoridade monetária. Já Ávila, entrevistado pelo canal Da Prática Política no dia 13, destacou a demora do BC em agir, os riscos para fundos de pensão e a necessidade de atuação do TCU.
Para a ACD, o caso Banco Master expõe fragilidades estruturais do sistema financeiro e reforça a urgência de transparência, fiscalização e auditoria cidadã.
Assista às entrevistas de Fattorelli e Ávila na íntegra: