ASSUFRGS amplia mobilização em greve nas universidades e IFs

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A ASSUFRGS sindicato, base da FASUBRA, ampliou a mobilização dos técnico-administrativos em educação, que já reúne mais de 50 instituições federais em greve. A categoria cobra o cumprimento integral do Acordo de 2024, com pautas centrais como a jornada de 30 horas sem redução salarial, o reposicionamento dos aposentados e a racionalização de cargos. As ações incluem mobilizações nos campi, diálogo com a comunidade acadêmica, articulação política e forte presença na mídia, consolidando a greve como instrumento de pressão legítimo em defesa do serviço público e da educação.

Um dos pontos é o debate sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mecanismo que permite valorizar a experiência profissional e os conhecimentos adquiridos ao longo da carreira, equiparando-os a títulos formais para fins de progressão e remuneração. O tema está no centro do PL 6.170/2025, que trata justamente da regulamentação do RSC para os técnico-administrativos das instituições federais de ensino. Embora o projeto tenha sido aprovado no Congresso, a categoria avalia que o texto final representa um retrocesso, ao impor limitações que descaracterizam a proposta original construída na greve de 2024.

Entre as principais críticas estão as restrições previstas no projeto: limitação do benefício a até 75% dos servidores ativos, exclusão de aposentados, pensionistas, doutores e servidores em estágio probatório, além da vinculação à disponibilidade orçamentária e da retirada dos efeitos financeiros retroativos. Diante disso, os trabalhadores defendem a aprovação de um RSC universal, sem travas ou exclusões, que contemple ativos e aposentados e garanta efeitos financeiros integrais. A entidade também aponta que outros pontos do acordo seguem sem cumprimento, reforçando a necessidade de continuidade da mobilização.

Nesse cenário, a Campanha Nacional por Direitos Sociais manifesta apoio ao movimento e à iniciativa, destacando a legitimidade da greve e a importância da luta para assegurar direitos, valorizar os servidores e fortalecer a educação pública no país.

Foto: Christofer Dalla Lana / ASSUFRGS