Até a grande imprensa e a teoria “ortodoxa” reconhecem que a taxa de juros brasileira é absurda
O Jornal Valor Econômico do dia 13/10/2026 trouxe o artigo “Há sugestões, inclusive ortodoxas, para o fim dos juros absurdos”, onde o autor, Pedro Cafardo, mostra que pelo próprio modelo neoclássico, adotado pelos neoliberais, as taxas de juros deveriam estar bem menores.
O artigo enfrenta “a visão dominante em seu próprio terreno metodológico ao utilizar o ferramental analítico do mainstream neoclássico para demonstrar a inconsistência da taxa atual de juros.” Ou seja, até mesmo sob a teoria clássica, a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) sempre esteve certa sobre a ilegitimidade da taxa de juros brasileira, que é uma das mais importantes fontes de crescimento dessa dívida, que não tem servido para investimentos, mas para pagar os próprios juros dela mesma.
Nada melhor que reproduzirmos o próprio texto do Valor Econômico:
“Lara Resende acusa o BC de sustentar, em nome de teoria anacrônica, juros que são a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater; acusa a grande imprensa de repetir, sem exame, que o problema está no gasto primário, quando está nos juros; acusa os analistas de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade econômica; e acusa a todos os que, sabendo que juros absurdos inviabilizam o país, preferem o conforto do consenso ao incômodo da verdade. (…) O neoliberalismo conquistou tão completamente o Brasil quanto a Santa Inquisição conquistou a Espanha”.
Conheça a Campanha Pelo Limite de Juros no Brasil da ACD, que defende o teto de 12% ao ano para a taxa de juros de quaisquer empréstimos ou financiamentos, o que faria com que a Taxa Básica (Selic) tenha que ser bem mais baixa que isso.
