Com participação da ACD, análise do Senado aponta ‘alto endividamento nas famílias brasileiras’

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O portal de notícias do Senado Federal publicou uma matéria alarmante com o título ‘Dívidas em recorde assombram as famílias brasileiras’, que oferece uma análise profunda sobre o grau de endividamento atingido pelas famílias brasileiras nos últimos anos.

Segundo o texto, “o mês de abril de 2026 registrou um marco crítico para as finanças domésticas no Brasil, atingindo o recorde de 80,9% de famílias endividadas”. E prossegue, destacando que “embora o número total de endividados tenha crescido, a inadimplência apresentou uma relativa estabilidade na margem, com 29,7% das famílias possuindo contas em atraso, comparado aos 29,1% de abril do ano anterior. No entanto, um dado preocupante é que 12,3% dessas famílias declararam que não terão condições de quitar suas dívidas”.

Ainda, segundo o levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os principais fatores desta grave situação, como a pressão do custo de vida e o avanço das apostas online. Mas, na base do problema estão a ‘alta taxa de juros, o crescimento do crédito rotativo (também com taxas exorbitantes e proibitivas), temas tratados exaustivamente pela Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) , por meio de ações junto ao Poder Público e às autoridades, campanhas de esclarecimento e combate e cursos para esclarecimento da sociedade brasileira.

A publicação do Senado contou com diversos e importantes colaboradores, entre senadores e especialistas, como a ACD , representada por sua coordenadora nacional, Maria Lúcia Fattorelli.

Segundo Fattorelli, os juros e a dívida pública se alimentam mutuamente, tornando a solução do problema cada vez mais inexequível:

“Os juros altos praticados historicamente no país constituem o principal fator de crescimento da dívida pública. O volume acumulado de juros nominais da dívida supera o estoque da dívida líquida do setor público, ou seja, temos uma dívida de juros sobre juros. O Tribunal de Contas da União já demonstrou em audiência pública ao Senado Federal que nenhuma despesa orçamentária classificada como investimentos foi custeada com recursos advindos da venda de títulos da dívida pública. Isso significa que a dívida pública tem servido apenas para financiar os gastos financeiros com a própria dívida, principalmente os juros exorbitantes”, esclareceu.

Para compreender como a política de juros aplicada no Brasil acaba sufocando toda a economia, impedindo o desenvolvimento e os investimentos sociais e, por consequência, destruindo as finanças das famílias, a ACD está à frente de diversas campanhas, entre elas a Campanha Pelo Limite dos Juros no Brasil , e a Campanha É Hora de Virar o Jogo , que tem por objetivo mostrar a necessidade de mobilizar a sociedade para modificar o modelo econômico atual, o qual tem produzido escassez, miséria e atraso, o que não combina com a abundância e a riqueza existente em nosso país.

Clique e acesse a reportagem completa, no site do Senado