Deputado eleito em MG cobra auditoria da dívida
O empresário Vittorio Medioli, eleito para o mandato de deputado estadual em Minas Gerais, no último domingo (04), afirmou que é preciso dar início “à discussão sobre a dívida de Minas Gerais com a União”, segundo notícia do portal O Tempo.
A fala teria ocorrido durante conversa com o governador eleito, também neste primeiro turno das eleições, Cleitinho Azevedo.
“O enfrentamento da dívida tem que ser de cabeça erguida. Nas conversas que tive com o governador Cleitinho, eu sugeri que se fizesse uma auditoria da dívida, porque tem que ver como essa dívida foi calculada. Normalmente, foi calculada pelos bancos, e não pelo estado, e esse valor pode mudar”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, a revisão pode reduzir o valor total e qualquer abatimento já representaria uma economia de bilhões aos cofres mineiros, considerando a dívida atual de MG, em torno de RS 200 bilhões.
Medioli disse ainda que quando foi prefeito de Betim, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram identificadas insistências e erros na aplicação de juros e correções sobre a dívida municipal, o que permitiu reduzir o saldo.
“Não vai subir, porque os bancos (que calcularam) são implacáveis e procuram atender sempre aos interesses deles”, relatou.
Ainda, segundo O Tempo, Medioli defende que Minas rediscuta o acordo relacionado à Lei Kandir, assinada em 1996 e que trouxe prejuízos aos estados exportadores, como é o caso de Minas Gerais. Segundo ele, o estado teria cerca de R$ 175 bilhões a receber em razão das perdas provocadas pela desoneração das exportações, mas um acordo reduziu esse valor para R$ 8 bilhões, a serem pagos em 15 anos.
A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) defende uma auditoria que, além de verificar se as taxas de juros previstas foram corretamente aplicadas (como sugerido por Medioli), também questione outros pontos, como a origem não transparente dessa dívida (antes mesmo de ser refinanciada pela União em 1998) e os próprios índices escolhidos pela União a partir dos anos 90.
Por isso, nessas eleições a ACD enviou, a todos os partidos políticos, a Carta-Aberta Eleições 2026, documento direcionado aos partidos para verificar o comprometimento com as pautas defendidas pela ACD e entidades apoiadoras, além de pressionar para que sejam incorporadas às plataformas eleitorais e programas de governo.
E você pode cobrar essa resposta, enviando a carta aos seus candidatos já eleitos neste primeiro turno. Participe:
