Diretoria do Banco Central mantém Brasil como campeão mundial de taxas de juros
Hoje, a Diretoria do Banco Central (reunida no Comitê de Política Monetária – COPOM) decidiu manter a Taxa Selic no altíssimo nível de 13,75%, conservando o Brasil como campeão mundial de juros, com uma taxa básica real de 8,77% ao ano (a “Taxa Selic” menos a inflação ocorrida nos últimos 12 meses). Enquanto isso, os Estados Unidos praticam a taxa de 0,29%, a Zona do Euro, -1,3% (negativos), o Japão, -0,83% (negativos) e a China, 2,08%. Fonte: https://clubedospoupadores.com/ranking-juros-reais
As justificativas alegadas pelo “mercado” (ou seja, pelos rentistas da dívida pública) são sempre as mesmas falsas teorias, como a de que o governo precisaria fazer mais cortes de investimentos sociais para que as contas públicas se equilibrassem e os rentistas se acalmassem, pois iria sobrar mais dinheiro para pagar juros a eles. Na realidade, o rombo das contas públicas vem exatamente do gasto com juros! Países desenvolvidos praticam pesados déficits primários e, ainda assim, aplicam juros várias vezes mais baixos que os do Brasil.
Outra falsa teoria é a de que os juros altos seriam também necessários para controlar a inflação, por meio da contenção da demanda da população por produtos e serviços. Porém, a inflação brasileira não tem sido causada por um suposto excesso de demanda, mas pela conjuntura de guerra e outros fatores.
É preciso mostrar a grave ilegitimidade dessas taxas de juros, um dos principais fatores da explosão do endividamento (que não tem servido para investimentos sociais), cujas justificativas não resistem a um mínimo de dados concretos.
Saiba mais e nos ajude nessa mobilização, na Campanha pelo Limite de Juros no Brasil
