É preciso enfrentar o Sistema da Dívida para garantir mais Direitos Sociais

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Enquanto a extrema direita vende o falso discurso de que privatizar tudo iria melhorar a vida da população, a realidade tem mostrado o contrário! Os apagões constantes e os problemas com o fornecimento de água depois das privatizações dos setores de energia elétrica e saneamento são uma realidade em vários estados e municípios do país, sem falar do encarecimento dos serviços após as privatizações. É evidente que é preciso melhorar – e muito! – a garantia de direitos sociais, mas privatizar não é o caminho para essa melhora!

A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) já tem alertado há anos que a priorização do Sistema da Dívida, da política do teto de gastos sociais e das metas de “resultado primário” (tudo isso consolidado no Arcabouço Fiscal de 2023) engessou o atual governo, e impediu que se pudesse melhorar significativamente a vida das pessoas.

A manutenção dessa política, há décadas, cria a ideia (equivocada) na população em geral de que o Estado não teria capacidade de garantir direitos sociais de qualidade para todos (como transporte, saúde, previdência, educação e segurança, entre outros) abrindo espaço para os falsos discursos que defendem a entrega desses direitos para o setor privado.

A população precisa saber que mais de 40% do orçamento federal é utilizado para o pagamento dos juros e amortizações de uma chamada dívida pública, que não tem servido para investimentos no país, além de ser repleta de ilegalidades, ilegitimidades e até fraudes! Aí é que está o rombo das contas públicas!

Ademais, essa chamada dívida tem sido usada para justificar as diversas contrarreformas que eliminam, reduzem ou adiam direitos sociais!

Esse conhecimento certamente afastaria de pronto os falsos discursos conservadores que reiteradamente culpam os gastos públicos com as áreas sociais ou a “corrupção” divulgada pela mídia (que deixa de lado a mega corrupção do Sistema da Dívida) como os responsáveis pelo rombo. É evidente que todos os casos de corrupção devem ser enfrentados, mas os recursos envolvidos nos casos divulgados pela grande mídia não chegam aos pés dos gastos com o Sistema da Dívida.

É preciso enfrentar esse Sistema da Dívida, que além de não servir para investimentos sociais, tem sugado as riquezas (produzidas pelos trabalhadores), entregando-as aos rentistas super ricos.

A ACD segue trabalhando incansavelmente para alterar essa realidade, por meio da Campanha É Hora de Virar o Jogo, que mostra a necessidade de mobilizar a sociedade para modificar o modelo econômico atual, o qual tem produzido escassez, miséria e atraso, o que não combina com a abundância e a riqueza existente em nosso país.

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