Entidade de trabalhadores do INSS denuncia terceirização e cobra novo concurso
Matéria publicada no Portal de Concurso Ceisc informou que a Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), emitiu nota na última sexta (21), cobrando a realização de um novo edital para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A solicitação veio após a entidade tomar conhecimento da publicação de uma portaria pelo órgão (Portaria DIROFL nº 103, de 17 de agosto de 2026), para a instituição de equipe para planejar a contratação de empresa terceirizada para atuar nas Agências da Previdência Social (APS).
Segundo a Fenasps, a terceirização abre um precedente perigoso, pois, ao permitir que empregados de empresas privadas assumam parte das atividades realizadas nas agências, a gestão cria uma força de trabalho paralela e reduz a pressão pela realização de novos concursos públicos. De acordo com a entidade sindical, a medida não é isolada. Em 2021, 2023 e 2024, a Fenasps denunciou tentativas semelhantes, em um momento em que o atendimento nas agências do INSS chegou a ser amplamente terceirizado.
Por fim, a entidade defende que terceirizar não resolverá os problemas do INSS e a saída é o concurso público, com valorização da carreira e a recuperação da estrutura das agências.
Na mesma publicação, o Ceisc destacou uma entrevista concedida pela presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, à Folha de SP, de 28 de junho, na qual ela diz que ‘há um pedido junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) pela realização de novo edital de concurso, com a abertura de 8 mil e 500 vagas.
Um novo concurso para o INSS também foi citado pelo Ministro da Previdência, Wolney Queiroz, no final de junho, porém, segundo ele, o cenário ideal seria a abertura de um certame com capacidade para convocar cerca de 10 mil profissionais, o que só poderia ser viabilizado em 2027.
Ao final da Nota, a Fenasps alertou que a Portaria nº 103 representa o aprofundamento da Reforma Administrativa infralegal, ao reduzir o espaço das carreiras públicas, ampliar vínculos precários e transferir atividades do Estado para empresas privadas, sem debate com a sociedade e com as entidades representativas.
Confira a íntegra da Nota da Fenasps.
Aqui, a matéria completa com análise e dados, no Portal do Ceisc.
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