Fattorelli explica porque existem tantos excluídos no Brasil
Por que um país tão rico como o Brasil ainda convive com milhões de pessoas sem acesso a direitos básicos? Essa é a pergunta central que orienta a fala de Maria Lucia Fattorelli no vídeo gravado para o Grito dos Excluídos. Coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), que completa 25 anos de atuação, Fattorelli afirma que a exclusão social não é fruto do acaso, mas resultado direto de um modelo econômico que concentra renda e sacrifica a maioria da população.
No vídeo, ela explica como o chamado Sistema da Dívida se tornou um dos principais motores da exclusão no país. Todos os anos, uma parcela gigantesca do orçamento federal é destinada ao pagamento de juros e amortizações de uma dívida que, segundo o próprio Tribunal de Contas da União, não possui contrapartida em investimentos sociais. Enquanto isso, áreas como saúde, educação, previdência e gestão ambiental enfrentam cortes, limites e restrições impostas por mecanismos como o teto de gastos e o arcabouço fiscal.
Fattorelli também relaciona esse modelo à destruição ambiental, à precarização do trabalho e à perda de direitos, mostrando como a política econômica beneficia o sistema financeiro em detrimento da democracia e da vida digna. Para ela, não falta dinheiro no Brasil; faltam prioridades que coloquem os direitos sociais e o cuidado com a casa comum acima dos interesses financeiros.
Assista ao vídeo na íntegra e entenda por que o Grito dos Excluídos segue atual, necessário e urgente: