Greve dos bancários em todo o país expõe adoecimento, fechamento de agências e disputa por direitos

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Iniciada neste mês de setembro, a greve dos bancários teve adesão em todos os estados brasileiros, concentrando-se principalmente na Caixa Econômica Federal (CEF) e no Banco do Brasil (BB).

O movimento, que cresceu de forma escalonada por meio de decisões em assembleias de sindicatos locais, teve como precursor o estado do Pará (4 de setembro), seguido por Maranhão, Rio Grande do Norte e Goiás (8 de setembro), e se expandiu para a maioria das bases sindicais a partir de 10 de setembro.

A maior parte dos funcionários do Banco do Brasil encerrou a mobilização, após a aprovação de Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), fato que se repetiu no Banco do Nordeste. Mas os funcionários da CEF e dos bancos públicos mantêm pontos de paralisação em algumas regiões, por tempo indeterminado.

No Maranhão, a greve – em seu 15º dia (nesta terça, 22) – inclui trabalhadores da CEF e do Banco da Amazônia (BASA). O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) enumerou as reivindicações, que incluem ganho real nos salários salariais, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), saúde, emprego e condições de trabalho.

A saúde dos trabalhadores aparece como uma das principais preocupações do sindicato. Segundo Rodolfo Cutrim, coordenador-geral do SEEB-MA, em entrevista ao programa Dedo de Prosa, a categoria enfrenta uma situação de adoecimento relacionada principalmente à cobrança por metas e a práticas consideradas assediadoras nos ambientes de trabalho.

Outro eixo da greve é a defesa dos empregos, considerando a redução do número de bancários, enquanto a terceirização e outras formas de contratação avançam no sistema financeiro.

De acordo com Cutrim, há pouco mais de cinco anos existiam pontos de atendimento bancário em mais de 190 dos 217 municípios maranhenses. Hoje, segundo ele, pouco mais de 120 municípios têm algum atendimento bancário, número que estaria diminuindo. “Estamos falando aqui numa espécie de apagão bancário para várias regiões do estado do Maranhão”, afirmou.

https://agenciatambor.net.br/geral/dez-dias-de-paralisacao-greve-bancaria-expoe-adoecimento-fechamento-de-agencias-e-disputa-por-direitos-no-maranhao/

Em Curitiba, a mobilização da última quarta-feira (16) reuniu um grande número de trabalhadores em frente ao prédio da Sede I da Caixa. mesa de negociação realizada nesta segunda (21), entretanto, não foi conclusiva e haverá novas rodadas.

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Destaque também para o Mato Grosso do Sul, onde a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal completa 12 dias nesta segunda, data em que a categoria vai decidir se aceita a nova proposta apresentada pelo banco para o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) 2026/2028.

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A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) apoia, incondicionalmente, todos os bancários do país, vítimas de décadas de precarização do sistema bancário nacional e internacional, cujo foco é o lucro permanente, crescente e cruel, às custas da exploração e do desrespeito à figura humana. A mudança de rumo, entretanto, depende do poder público e da mobilização social, mas é preciso, também, uma grande mudança em nosso sistema econômico. Por isso, convidamos a sociedade a conhecer e participar da nossa Campanha É Hora de Virar o Jogo:

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