Mercado tem repulsa à transparência, diz Fattorelli
A decisão do Banco Central de impor sigilo de oito anos aos documentos relacionados à liquidação do Banco Master acende o debate sobre a falta de transparência no sistema financeiro nacional. A medida mantém informações em segredo até 2033, sob um falso e inexplicável pretexto de estabilidade econômica e financeira do país.
A classificação como sigilosos abrange documentos sobre a liquidação extrajudicial do banco, decretada após uma grave crise de liquidez e violações às normas do sistema financeiro. Ainda assim, o caso passou a ser questionado por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, que solicitou esclarecimentos sobre a necessidade de manter todas as informações sob restrição.
A coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, critica a decisão: “Impressionante a repulsa do mercado à transparência! Não por acaso, ninguém cumpriu a Constituição Federal de 88 até hoje, no que diz respeito à realização da auditoria da dívida!”.
O episódio reforça críticas históricas sobre a condução da política monetária e o acesso limitado a informações estratégicas, especialmente em situações que envolvem grandes instituições financeiras. A transparência é condição essencial para o controle social e para garantir que decisões com forte impacto econômico sejam devidamente esclarecidas à população.
