Povos Kaiowá e Guarani são despejados a tiros pela PM no MS. Mulheres e crianças também foram atacados
Fonte: CIMI – Famílias Kaiowá e Guarani retomaram, na madrugada desta quarta-feira (17), a Fazenda Limoeiro, propriedade sobreposta ao tekoha Tapykora Korá, parte da Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá II.
Ainda não há informações consolidadas sobre feridos ou detidos, mas os Kaiowá relatam que, entre 15h e 16h (horário local), batalhões da Polícia Militar se dirigiram ao território para realizar o despejo e os atacaram.
“Mais de dez viaturas estavam na estrada. Recebemos informações de que a polícia invadiu e atacou. Foi muita correria, bombas e tiros empurrando as famílias para a aldeia [Limão Verde, que fica na Reserva Limão Verde]. Parece que tem gente presa. Não sei se tem feridos. É uma violência inaceitável porque nos tratam como invasores da nossa própria terra”, conta um Kaiowá e Guarani ouvido pela reportagem, que não terá a identidade revelada por motivo de segurança.
Agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) confirmaram que a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) estava no local em uma tentativa de intermediar um diálogo entre a PM e os indígenas, mas a polícia estadual se negou a buscar uma saída negociada.
No último dia 25 de abril, os indígenas retomaram a mesma fazenda e no dia seguinte foram despejados pela polícia sob a mesma violência.
Assista ao vídeo do momento do ataque:
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A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) repudia mais este ataque, em uma ação violenta, desproporcional e absurda contra homens, mulheres e crianças que lutam pelo ‘direito sagrado à terra’, onde possam viver, plantar e progredir em paz.
A ACD, em sua jornada por mais justiça social, criou a Campanha Nacional por Direitos Sociais, em vista das fortes restrições orçamentárias impostas pelo “arcabouço fiscal” aos Direitos Sociais, enquanto se mantém a prioridade aos imensos gastos com o Sistema da Dívida. E a questão agrária, na disputa histórica entre latifundiários, pequenos agricultores, populações sem terra e povos originários, também é impactada por estas restrições.
Saiba mais sobre a Campanha Nacional por Direitos Sociais, clicando aqui.