Reforma Administrativa atende a interesses de organismos financeiros internacionais

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A chamada Reforma Administrativa que tramita no Congresso não nasce de um debate soberano sobre o futuro do Estado brasileiro. Ao analisar cuidadosamente o texto de 526 páginas da PEC 38/2025, a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) identificou algo alarmante: nas notas de rodapé da proposta aparecem referências diretas a documentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial.

Foi a ACD quem chamou atenção para esse detalhe revelador. A partir dessas referências, tornou-se possível rastrear a origem de várias ideias presentes na proposta. E o resultado dessa análise levanta um sério alerta: a chamada Reforma Administrativa segue diretrizes defendidas há anos por organismos financeiros internacionais, que pressionam países da América Latina a reduzir o chamado “gasto público”.

Só que na prática, esse “gasto” significa justamente o investimento em servidores, previdência e serviços públicos que atendem a população. Ao mesmo tempo, esses documentos ignoram o verdadeiro peso sobre as contas públicas brasileiras: o gigantesco gasto com juros da chamada dívida pública.

Os próprios textos desses organismos deixam claro o que está por trás dessa agenda: flexibilização de direitos, fragilização do serviço público e submissão das políticas públicas à lógica fiscal e de mercado. Em outras palavras, trata-se de um projeto que pode levar ao desmonte da estrutura estatal responsável por garantir direitos fundamentais à sociedade.

Baixe o folheto “Reforma Administrativa ou Desmonte?”, em que a ACD faz essa grave denúncia: