Servidores do DF se recusam a pagar a conta da crise BRB/Master
Um ato público que reuniu centenas de servidores diante do Palácio do Buriti, em Brasília, nesta quinta (11), foi o recado definitivo de que os trabalhadores do GDF não aceitarão pagar a conta do rombo causado pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Reunindo diversas categorias do serviço público do DF, a mobilização foi convocada pelo Sinpro e a CUT-DF, com participação das demais centrais sindicais e entidades representativas do funcionalismo público da capital do país.
A mobilização cobrou a responsabilização dos governantes. Segundo os manifestantes foram eles, que permitiram a compra dos papeis podres do Master e que, agora, corroboram a decisão da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que libera o GDF a fazer um empréstimo de R$ 6,6 bilhões de reais para pagar a conta, colocando em risco serviços essenciais para a população. A lei foi aprovada pela CLDF na noite de terça (09).
No ato, vários parlamentares que votaram contra a proposta estiveram presentes e afirmaram que irão recorrer à Justiça, contra a medida.

ACD alerta sobre securitização de R$ 1 bi
A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) tem acompanhado todo este processo envolvendo o BRB e o Master, e alerta para um outro ponto que pode causar ainda mais prejuízos aos servidores e ao povo do DF.
Trata-se de uma operação de securitização de créditos públicos para receber o montante de R$ 1 bilhão, valor também destinado a cobrir parte do rombo causado pela compra dos papeis podres.
Como exemplo, a ACD cita uma operação de securitização semelhante, realizada em Minas Gerais e também estruturada pelo BTG Pactual. Nela, o município de Belo Horizonte recebeu R$ 200 milhões, porém, a entrega foi de R$ 880 milhões, mais a atualização monetária e juros de 1% ao mês, ou seja, a antecipação de recursos foi onerosíssima!
Perguntas ao GDF
A ACD também encaminhou uma série de perguntas ao GDF, sobre a operação de securitização, e aguarda resposta. Confira no card:

Saiba mais sobre como a securitização pode ser prejudicial às contas públicas: