Solidariedade à ADPF na defesa das prerrogativas da Polícia Federal no caso Master

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A Campanha Nacional por Direitos Sociais manifesta solidariedade à Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e aos servidores concursados da Polícia Federal diante das recentes decisões que restringem a atuação institucional da PF no caso envolvendo o Banco Master.

As medidas adotadas pelo ministro Dias Toffoli, ao retirar da Polícia Federal a custódia e a análise de provas produzidas em investigação criminal, causam legítima preocupação institucional. Como aponta a ADPF, tais decisões destoam dos protocolos técnicos consolidados da PF e afrontam prerrogativas legais dos delegados, responsáveis pela condução técnica, imparcial e eficiente das investigações.

A Polícia Federal é uma instituição de Estado, composta por servidores concursados, submetidos a rigorosos critérios técnicos, legais e profissionais. A atuação investigativa da PF, construída ao longo de décadas, baseia-se em metodologia própria, planejamento e protocolos reconhecidos nacional e internacionalmente. Fragilizar essas prerrogativas não fortalece o combate ao crime; ao contrário, compromete a autonomia técnica e a segurança jurídica das investigações.

A Campanha destaca a importância da harmonia e da cooperação entre as instituições, sem interferências atípicas que desorganizem o trabalho policial e desvalorizem o papel dos servidores públicos concursados. Defender as prerrogativas da Polícia Federal é defender o interesse público, o Estado de Direito e o enfrentamento efetivo às grandes fraudes financeiras que lesam a sociedade brasileira.