LIVE 16/6: “Banco Central não reduz juro: a ilegitimidade da dívida está escancarada”

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Na semana passada, o Banco Central manteve a Taxa Selic em 13,75% ao ano, e assim o Brasil permanece com uma taxa de juros real elevadíssima, de 9,44% ao ano, enquanto a Europa pratica 2% NEGATIVOS, Japão pratica 3,5% NEGATIVOS, e Estados Unidos 1,2%. O velho argumento do Banco Central de “combate à inflação” cada vez mais se mostra como um completo engodo: o IPCA acumulado nos últimos 12 meses terminados em maio de 2023 foi de 3,94%, valor este que se encontra totalmente dentro da meta de inflação para 2023 (1,75% a 4,75%). E mesmo quando a inflação estava alta nos anos anteriores, ela não decorria de excesso de demanda, mas de preços administrados pelo próprio governo (combustíveis, energia, etc) e preços de alimentos (devido à priorização da agricultura de exportação), que não caem com a alta de juros.

Portanto, nunca esteve tão clara e cristalina uma das principais ilegitimidades da dívida pública na atualidade: a definição da taxa de juros, que faz a dívida se multiplicar por ela mesma, sem financiar investimento social nenhum.
Para debater este tema fundamental, o economista da ACD Rodrigo Avila conversou com Pablo Mereles, Secretário de Formação da FETEC / CUT / PR,  nos nossos canais no FACEBOOK e YOUTUBE.