País acorda sob novos escândalos envolvendo instituições financeiras. E pode piorar, se a PEC 65 for aprovada!
Nesta terça (23), a dona de casa que acordou bem cedinho para preparar o café, enquanto assistia o noticiário matinal na TV, os trabalhadores e trabalhadoras que corriam os olhos pelas manchetes na telinha do smartphone, enquanto se equilibravam no transporte público, os milhares que seguiam para o seu destino, presos no trânsito, ouvindo as últimas pelas ondas do rádio, ‘NÃO, não foram surpreendidos’ com mais uma notícia de buscas, apreensões e prisões em investigações sobre possíveis esquemas de corrupção envolvendo instituições financeiras.
Desta vez, foi o nome do Digimais que surgiu nas manchetes dos principais portais.
“PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais”, escancarou o G1, em sua tela principal.
A notícia revela que a Polícia Federal, por meio da Operação Miragem, cumpriu 9 mandados de busca e apreensão em São Paulo, contra 10 empresas e 8 pessoas físicas (incluindo o fundador de uma das maiores igrejas do país – que seria um dos proprietários do banco), em uma investigação que “aponta manipulação de balanços, ocultação da situação financeira de instituição e operações supostamente ilegais”
A reportagem esclarece, ainda, que “a decisão judicial autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70”
O outro escândalo desta terça, também noticiado nas principais páginas de notícias, traz uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB), com prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Os mandados foram cumpridos em Brasília e Minas Gerais e, entre os presos, três são servidores do BRB.
“De acordo com a Polícia Civil, o esquema é semelhante ao usado em crimes contra aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024, investigados pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto”, conclui a reportagem do G1.
Vale ressaltar que, no caso do Digimais, a justiça teve como base para autorizar a operação, relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil (BC). E é neste ponto que a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) cumpre o papel de chamar a atenção da sociedade brasileira, com uma pergunta:
Como seria o cenário atual se PEC 65/2023, prestes a ser votada no Senado Federal, criada sob o falso pretexto de ‘conceder mais autonomia ao BC’ já estivesse em vigor? Estariam estes relatórios nas mãos certas ou, ainda, estes relatórios existiriam?
Por isso, a ACD volta a alertar: “A PEC 65 representa a entrega do Banco Central aos interesses privados, pois aparta a entidade da estrutura estatal, tornando-a imune a qualquer mecanismo de transparência e controle públicos. A PEC 65 legaliza a compra de papel podre de bancos pelo BC, às custas da sociedade.
