Juros elevados lideram motivos de desistência na compra de imóveis no Brasil

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O título desta matéria tem como base o Levantamento do Índice de Confiança do Mercado Imobiliário, realizado pela Loft, em parceria com a Offerwise, e que foi publicado em reportagem do Portal 247.

Segundo o estudo, que ouviu 1400 entrevistados em Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia, 22% abandonaram uma negociação imobiliária nos últimos seis meses, por causa do ‘alto custo do financiamento’. Entre os que chegaram a iniciar uma compra, 21% afirmaram que as prestações ficaram acima do esperado. Outros 17% disseram ter encontrado imóveis com condições mais favoráveis de pagamento ou financiamento, enquanto 16% relataram dificuldades para obter aprovação de crédito.

A pesquisa também identificou crescimento no número de pessoas que desistiram de adquirir imóveis nos últimos seis meses. O percentual chegou a 31% na rodada mais recente, acima dos 27% registrados em outubro e novembro de 2025 e dos 28% observados entre janeiro e fevereiro de 2026.

Segundo o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, “independentemente das oscilações da Selic, os juros seguem sendo o principal obstáculo para quem tenta comprar um imóvel e os cortes recentes na taxa básica de juros ainda não produziram efeitos significativos para quem busca financiamento imobiliário”.

A menção à taxa básica de juros (Selic), que é definida pelo Banco Central (BC), é importante pois trata-se do principal instrumento de política monetária do Brasil e base para o ‘custo do dinheiro’, norteando diretamente todas as demais taxas da economia.

Por isso, a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) frequentemente questiona e critica essa dinâmica no Brasil. Segundo análises da entidade, a manutenção prolongada de juros elevados pelo BC não apenas restringe o consumo e a atividade econômica real, mas também drena recursos públicos volumosos para o pagamento da própria dívida pública, concentrando renda no setor financeiro.

Os impactos incidem sobre os juros do cartão de crédito, empréstimos e, como mostra a matéria, nos financiamentos de imóveis, entre outros.

A ACD tem como um de seus pilares a defesa de um ‘teto de juros’, por meio da “Campanha pelo Limite de Juros no Brasil” e que já conta, inclusive, com um projeto de lei complementar, o PLP 104/2022, em tramitação no Congresso Nacional.

Clique aqui e saiba todos os detalhes sobre esta importante campanha para acabar com a ‘verdadeira extorsão’ imposta à sociedade brasileira pela atual política de juros.