Folha de SP omite graves danos embutidos na PEC 65 e tenta transformar a contratação publicitária de Luana Piovani em escândalo

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A tentativa de transformar a participação de Luana Piovani em uma campanha publicitária contra a PEC 65 em escândalo diz mais sobre quem promoveu o ataque do que sobre a atriz. Como mostrou o canal Meteoro Brasil, Luana deixou claro que se tratava de uma publicidade, estudou o tema antes de gravar, compreendeu os imensos riscos embutidos na PEC 65 e apresentou argumentos baseados em análises de especialistas sobre os riscos da proposta.

Enquanto parte da imprensa, como a Folha de SP, deu destaque ao valor pago pelo SINAL (sindicato que representa mais de 5 mil funcionários do BC) decorrente de contrato de publicidade celebrado com a atriz, pouco espaço foi dedicado ao mérito da discussão. Afinal, por que é escandaloso uma artista aceitar colocar sua imagem pública para defender uma posição fundamentada, e ser remunerada por seu trabalho? Cabe ressaltar que raramente se questiona a influência permanente do mercado financeiro no debate econômico, além dos negócios fraudulentos, como o escândalo Master tem escancarado.

O vídeo do Meteoro Brasil destaca o trabalho da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), que desde o início alerta para os impactos nocivos da PEC 65.

De fato, a ACD tem alertado especialmente em relação à possibilidade de o BC comprar papéis podres de bancos sem limite algum, como detalhado em artigo recente (aqui).

No fim das contas, o foco deveria estar na pergunta central: a quem interessa essa PEC 65? Desviar o debate para atacar quem deu visibilidade ao tema apenas favorece quem prefere que a população não discuta uma proposta com potencial de entregar de vez o BC ao mercado financeiro, sem qualquer transparência ou possibilidade de controle institucional ou popular.