FMI a favor da PEC 65 é prejuízo para a classe trabalhadora do Brasil

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Você, que conhece o trabalho da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) e nossa análise técnica sobre a temerária PEC 65 do papel podre, criada para, de fato, entregar o Banco Central do Brasil (BC) aos interesses escusos do sistema financeiro, bem como a necessária defesa do Pix, o revolucionário e gratuito sistema de transferências online desenvolvido pelo Estado brasileiro e alvo constante de ataques do governo americano de Donaldo Trump, imagine a seguinte situação:

Um BC sem qualquer controle do Estado, portanto sem vínculo algum com os poderes constituídos do Estado brasileiro e comandado exclusivamente por interesses do sistema financeiro. Adicione a este BC o poder de fiscalizar e ditar as regras para o funcionamento do próprio sistema financeiro, inclusive o Pix, que tanto incomoda os grandes bancos privados internacionais (que deixaram de ganhar fortunas com taxas de cartão débito, pois essas operações passaram a ser gratuitas).

Pois, é justamente a implementação deste cenário o que acaba de ser defendido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório produzido conjuntamente com o Banco Mundial.

O documento publicado pela Agência Brasil e também pelo site Carta Capital (veja abaixo) não passou ileso, quando analisado pela coordenadora nacional da ACD, Maria Lucia Fatorelli.

“Historicamente, o FMI tem atuado como agente de bancos privados internacionais, lesando países e povos, em especial a classe trabalhadora, para defender interesses corporativos desses bancos. Atua no Brasil há décadas, interferindo em decisões de política econômica e forçando renegociações totalmente ilegítimas e até fraudulentas, a exemplo do plano Brady que trocou dívida externa (que em tese seria devida a bancos privados internacionais) suspeita de prescrição, ou seja, nula, em novos títulos de responsabilidade do país. Agora vem se manifestar a favor da PEC 65, mais uma vez cumprindo o seu papel de defender privilégios de bancos privados internacionais, que tomarão conta do Banco Central do Brasil, se essa PEC vier a ser aprovada”, disse Fatorelli

Por isso, a ACD reforça a necessidade de mobilização contra a PEC 65, que tramita no Congresso Nacional e pode entrar na pauta de votações, na volta do recesso, pois os ataques serão cada vez mais intensos.

Aqui, com um clique, você pode pressionar senadores e senadoras a voltarem NÃO à PEC 65, enviando uma carta que preparamos especialmente para eles, com o objetivo de esclarecer e ampliar o diálogo sobre o tema.

Leia, aqui a matéria da Carta Capital, sobre o relatório do FMI.