Jornalista de grande popularidade questiona o privilégio dos juros e divulga o gráfico da ACD

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O escritor e jornalista Marcos Farias (@marcosfarias000), que conta com 144 mil seguidores nas redes sociais, fez uma postagem divulgando o gráfico do orçamento federal elaborado pela Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), segundo o qual mais de 40% das despesas são destinadas para juros e amortizações da dívida pública. Farias é conhecido por abordar temas polêmicos e que fazem a sociedade pensar sobre ‘o funcionamento do sistema’ à sua volta.

Na tela, o gráfico do folheto da ACD, demonstrando como 42,24% do Orçamento Federal de 2025, ou o equivalente a R$ 2,135 trilhões, acabaram destinados para o pagamento de juros e amortizações da chamada Dívida Pública. A postagem no Instagram, em apenas 24 horas, já chama a atenção, com milhares de visualizações, e mais de duas centenas de republicações. Para esclarecer a questão, Farias utilizou o folheto da ACD: “Reforma Administrativa ou Desmonte?” (link no final da matéria)

E enfatizou:

“40% dos seus impostos é pra pagar banco. (…) O dia que você descobrir que 40% do que é arrecadado vai pra banco, vai entender que esse sistema capitalista não funciona, ou melhor… ele funciona, para os banqueiros”.

Apesar das despesas mostradas no gráfico da ACD serem abastecidas por receitas que não se limitam aos “impostos” (mas incluem outros tributos como contribuições sociais, taxas, e outras receitas como lucros de estatais, venda de titulos públicos, dentre outras), o ideal é que fossem destinadas para investimentos sociais, como fazem países desenvolvidos. Por isso, a ideia por trás da fala de Farias está correta.

E apesar dos detentores de títulos não serem apenas bancos, há um artigo da ACD que mostra que a maior parte da dívida está, sim, na mão de grandes rentistas.

Veja o folheto: