PEC 65: Sinal-DF alerta sobre risco de incluir regulamentação do PIX na Constituição

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Um novo trecho de entrevista concedida ao portal de notícias Poder 360, pela presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal-DF ), Edna Velho, ganhou repercussão nas redes, em função das críticas à PEC 65 de 2023, que inclui o Pix na Constituição.

Para Edna Velho, os meios de pagamento precisam ter flexibilidade regulatória para acompanhar a evolução tecnológica e, constitucionalizar uma tecnologia, como prevê o texto da PEC 65, pode dificultar sua substituição, caso surja uma alternativa mais eficiente.

“Colocar o Pix na Constituição é para aprovar a PEC. A regulação de meios de pagamento exige flexibilidade normativa e agilidade regulatória”, afirmou.

O método de pagamento (100% tecnologia nacional, sob gestão do Estado) é regulado por norma infralegal do BC, garante gratuidade para pessoas físicas e não pode ser privatizado, concedido ou transferido para qualquer outro ente que não seja a autoridade monetária.

Na entrevista, a presidente do Sinal-DF rebate a afirmação da Associação Nacional de Auditores do Banco Central (ANBCB), de que a inclusão do Pix na Constituição tem como objetivo proteger a plataforma contra ataques cibernéticos. Segundo a entidade, isso facilitaria a realização de concursos para o Banco Central, que enfrenta falta de pessoal.

“Dados do BC de 2025 mostram que os custos com tecnologia da informação e comunicação cresceram 36,4% em 2025. Isso demonstra que o BC tem, sim, capacidade de investir em tecnologia” , disse Edna, garantindo que a ampliação dos investimentos pode ser feita com diálogo e gestão, portanto sem a necessidade da PEC 65.

A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) tem alertado que a criação desta famigerada PEC 65, sob a ‘falsa alegação’ de conceder ainda mais autonomia ao BC (já considerado um dos mais autônomos do mundo), tem o real objetivo de escancarar as portas do órgão aos interesses do mercado financeiro.

Leia a entrevista da presidente do Sinal-DF, aqui: 

Segundo informações de bastidores, a PEC 65, também conhecida como PEC do Papel Podre, poderá ir a votação no Senado, após o período eleitoral deste ano. A ACD segue na luta para que a proposta seja rejeitada, por isso, enviou uma carta a senadores e senadoras, para que votem NÃO À PEC 65.

E você também pode acessar e enviar esta carta, aqui, COM APENAS UM CLIQUE: