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O professor e economista José Menezes Gomes, coordenador do Núcleo alagoano da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD/AL), acaba de publicar uma análise sobre a dívida dos países do continente africano, a qual, recomendamos a leitura.

A coluna, disponível no portal A Terra é Redonda, traz um levantamento da Dívida Pública/PIB de nações africanas, muitas delas, com características similares às do Brasil, com farta riquezas naturais (ainda que distantes em termos de desenvolvimento econômico) e subjugadas às consequências das altas taxas de juros.

Na introdução, Menezes traz um fato curioso, ao contar que a coluna, originalmente enviada para que fosse publicada em países africanos de Língua Portuguesa, foi questionada por um determinado jornalista local “que afirmou ser “incoerente publicar um artigo sobre o Brasil naquele país”.

Mas, como verão, ele demonstra o quanto o Sistema da Dívida ‘aqui’, tem os mesmos impactos ‘lá’.

Vale notar no texto de José Menezes que as taxas de juros nestes países africanos, ainda que pesadas, muitas vezes sequer chegam perto da exorbitante taxa de juros brasileira, em 13,75% (anunciada nesta quarta, 16, pelo Banco Central) – a taxa real mais alta do mundo.

Ou seja, se lá eles sofrem com ‘o desvio de curso’ de dinheiro que deveria ser aplicado em políticas públicas, aqui os valores que deixam de ‘trabalhar a favor da população’ são infinitamente mais significativos.

A leitura vale não apenas pela riqueza de informações e o esclarecimento sobre a economia dos países do maior continente do planeta, mas também por aprofundar o histórico sobre tema Sistema da Dívida aqui no Brasil, com dados, fatos e curiosidades.

A coluna completa está neste link.

A ACD entende que a população precisa despertar para o quão cruel é a política de juros no país, a verdadeira culpada pelas altas taxas de inadimplência. Por isso, apresentamos a Campanha pelo Limite dos Juro s, que visa limitar a taxa de juros a 12% ao ano (ou o dobro da taxa Selic, o que for menor). Para tanto, é preciso que o Congresso Nacional aprove o PLP 104/2022. Para conhecer e participar desta campanha, clique no link abaixo: