A PEC 65 e o mais novo escândalo do Master
Eis que estoura mais um escândalo envolvendo o nome do ‘ex-banco’ Master, desta vez, envolvendo campanhas orquestradas por um ‘marqueteiro de Vorcaro’. Conforme noticiado nos principais portais de notícia, o “Grupo de Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores por postagens contra o Banco Central”. Segundo matéria do G1, a investigação da Polícia Federal concluiu que o publicitário Thiago Miranda. do ‘Projeto DV’ (as iniciais de Daniel Vorcaro!), e que foi alvo de operação de busca e apreensão na quinta (09), articulou um esquema de pagamentos e cooptação, com o dinheiro saindo do esquema do Banco Master. Quem se recusasse a colaborar era intimidado com dados sigilosos.
“Segundo a PF, o grupo procurava influenciadores e jornalistas com propostas de contrato. O objetivo era claro: publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a liquidação do banco pelo Banco Central. Antes de saber do que se tratava, o contratado precisava assinar um acordo de confidencialidade. A multa por quebra de sigilo era de R$ 800 mil. Só depois da assinatura o trabalho era revelado” , aponta a reportagem.
Além do Banco Central, as campanhas de difamação também eram direcionadas a jornalistas. Tal movimento servia para tentar evitar a liquidação do Master, feita pelo Banco Central, importante ressaltarmos, com muito atraso, apesar do então Presidente Roberto Campos Neto já conhecer, há muito tempo, diversos alertas sobre o caso.
E o que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65 /2023 tem a ver com isso? A PEC permite que o Banco Central faça “negócios jurídicos” (sem explicar que negócios jurídicos seriam esses) com bancos, “para manter níveis adequados de liquidez e a funcionalidade dos mercados”. Ou seja, permite, legalmente, que o BC compre papéis podres de bancos. A PEC também prevê que “Lei complementar disporá sobre a concessão extraordinária de liquidez pelo Banco Central a infraestruturas do mercado financeiro e a entidades e fundos que operam no Sistema Financeiro Nacional, em situações de grave disfuncionalidade em mercado que caracterizem risco à estabilidade financeira”. É inadmissível que uma PEC dessas seja votada a toque de caixa, com sucessivos relatórios cada vez mais nefastos, que não esclarecem que operações serão estas.
Por isso, a ACD se mantém firme na mobilização contra a PEC 65, em tramitação no Senado Federal e que pode entrar na pauta de votações a qualquer momento.
Você pode colaborar, enviando aos senadores e senadoras a carta que preparamos, esclarecendo os fatos e pedindo que VOTEM NÃO! Aqui, com apenas um clique.
Assista também o vídeo de Luana Piovani sobre os riscos da PEC 65
