Brasil 247 repercute entrevista de Fattorelli sobre PEC 65: “Entregando o Banco Central de bandeja para o mercado financeiro”
A entrevista concedida por Maria Lucia Fattorelli ao programa Brasil Agora, da TV 247, na quarta (10), ainda repercute nos demais canais do portal de notícias.
A participação da coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) ocorreu logo após a aprovação, pela CCJ do Senado, da PEC 65/2023, a Proposta de Emenda Constitucional que ficou conhecida por ‘escancarar as portas do Banco Central do Brasil (BC) aos interesses do mercado financeiro, sob o falso manto de ‘maior autonomia’.
Os principais pontos do ‘bate papo’ com a jornalista Denise Assis foram destacados em matéria publicada no site do Brasil 247.
“Nós estamos entregando o Banco Central de bandeja para o mercado financeiro administrar”, afirmou Fattorelli, esclarecendo que ‘a PEC não representa apenas uma ampliação da autonomia do Banco Central, mas uma profunda alteração na sua natureza institucional, com potencial para afastar a autoridade monetária dos mecanismos de controle exercidos pelos poderes da República’.
Ao longo da entrevista, Maria Lucia faz outros alertas:
Segundo a especialista, a proposta cria uma estrutura inédita ao transformar o Banco Central em uma “entidade pública de natureza especial”, definição que, segundo ela, não encontra respaldo na organização administrativa tradicional do Estado brasileiro, aponta a matéria do 247:
“O que essa PEC faz? Ela transforma o Banco Central numa entidade pública de natureza especial. É assim que está escrito lá no texto da PEC” (…) “Não existe essa estrutura. O que estava no texto original era empresa. Uma empresa pública regida pelo direito privado. Mas isso aí pegou muito mal. E uma empresa, Banco Central sendo transformada em empresa, então o relator usou esse eufemismo. Chamou de entidade pública de natureza especial.”.
Aqui, confira a reportagem completa do Brasil 247.
E faça, você também, parte da mobilização contra a PEC 65, pressionando senadores e senadoras. Para tanto, você pode assinar a carta que enviamos para eles, pedindo que votem contra, na análise que ainda vai ao plenário.
