Entrevista publicada pelo Poder 360 revela ‘rejeição’ do Congresso à malfadada PEC 65

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Na semana passada, o portal de notícias Poder 360 divulgou entrevista em que o presidente da Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB), Thiago Cavalcanti, diz ter a ‘expectativa’ de que a PEC 65/2023 seja analisada pelo plenário do Senado Federal, no mês de novembro, ou seja, somente após a conclusão das eleições gerais. https://www.poder360.com.br/poder-economia/auditores-do-bc-esperam-que-pec-da-autonomia-seja-votada-em-novembro/

A fala de Cavalcanti tem um peso significativo, pois revela uma ‘mudança no discurso’ dos setores que fazem lobby pela aprovação daquela que ficou conhecida como PEC do Papel Podre. Se, antes, a expectativa era pela aprovação urgente da matéria no Senado, agora, as falas indicam ‘prazos mais esticados e até incertezas’.

Um sinal de que a pressão popular e as inúmeras publicações que demonstram os graves prejuízos contidos na PEC 65 estão deixando um ‘ponto de interrogação na consciência’ dos parlamentares.

Outra afirmação do presidente da ANCBC chama a atenção:

“A PEC parece ser o game change, vai resolver todos os nossos problemas, mas ele é um 1º passo”, disse .

Ora, se a PEC ainda não é a solução, como ele mesmo aponta, conclui-se que o texto aprovado pelas comissões, e já em análise pelo plenário, contém falhas e deveria voltar ao seu ponto inicial. Uma demonstração de que ‘não houve diálogo com a sociedade, por meio de audiências públicas e de que a proposta não trará qualquer benefício ao Brasil’. Uma constatação grave, aliás! Afinal, trata-se de uma ‘alteração da Constituição Federal’, a lei máxima do país e com a qual não se deve ‘brincar’.

Por esses e tantos outros motivos, a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) segue firme em sua cruzada contra a PEC 65/2023, que coloca em risco o interesse público e fortalece privilégios do sistema financeiro.

“Se a PEC 65 já estivesse aprovada, o BC poderia ter adquirido bilhões de reais em papéis podres de bancos privados, como, por exemplo, os créditos de carbono falsos emitidos pelo Banco Master”. E quem pagaria a conta seria o povo”. esclarece a coordenadora nacional da ACD, Maria Lucia Fattorelli.

Para saber todos os detalhes sobre a malfadada PEC 65, a ACD preparou um material especial e de acesso público. O objetivo é esclarecer e incentivar a sociedade a se mobilizar contra a aprovação da matéria.

Acesse aqui, na versão digital (que também pode ser impressa), e aproveite para divulgar nas redes sociais;