Metas abusivas hoje, desmonte amanhã: o alerta da Fenasps precisa ser ouvido
A denúncia da Fenasps sobre o novo modelo de metas no INSS escancara uma realidade preocupante: a falta de mais de 23 mil servidores está sendo compensada com cobrança de produtividade cada vez mais agressiva, baseada em metas muitas vezes inatingíveis, com impacto direto na remuneração e na saúde dos trabalhadores.
Esse modelo, inspirado na lógica do setor privado, já mostrou suas consequências em outras categorias: adoecimento em massa, pressão constante e competição entre colegas. No INSS, a situação se agrava pela sobrecarga estrutural e pela ausência de concursos públicos.
O mais grave é que esse tipo de gestão não é um fato isolado. Ele dialoga diretamente com o que está previsto na chamada “Reforma Administrativa” (PEC 38/2025), que propõe ampliar mecanismos de avaliação de desempenho capazes, inclusive, de abrir caminho para punições, cortes e até desligamentos de servidores.
Na prática, estamos vendo um laboratório sendo testado agora: metas abusivas, avaliação subjetiva e responsabilização individual por problemas estruturais. Se aprovado o novo modelo de reforma, esse padrão pode se generalizar em todo o serviço público.
A Campanha Nacional por Direitos Sociais manifesta total apoio à Fenasps e reforça o alerta: não se trata apenas de gestão, mas de um projeto que coloca em risco direitos dos servidores e a qualidade dos serviços prestados à população.
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