O Estado que as pessoas querem
A Folha de SP publicou um artigo do presidente da Febrafite (Associação Nacional das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais), Rodrigo Spada, sob o título “O Estado que as pessoas querem”.
Spada, que também está à frente da Afresp (Associação dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de São Paulo), faz uma análise serviço público brasileiro, reunindo os pontos de vista da população (beneficiada pelas políticas públicas) e dos servidores (responsáveis por garantir a entrega das politicas públicas).
“Em campanha eleitoral, percorri mais de 400 municípios paulistas, conheci diferentes realidades e conversei com milhares de pessoas. Dessa experiência, trouxe uma convicção: elas não querem necessariamente menos Estado ou mais Estado. Querem um Estado que funcione”, afirma.
A crítica de Rodrigo objetiva desconstruir o mito de que o problema seja a dimensão da máquina pública. A cobrança, segundo ele, é pelo devido funcionamento dessa máquina, ou seja, por menos burocracia e mais eficiência:
“Para milhões de brasileiros, especialmente os de menor renda, o serviço público representa a principal garantia de acesso a direitos fundamentais. É a ele que recorrem nos momentos de maior necessidade”.
O colunista da Folha, que atua no serviço público há mais de vinte anos, revela também os anseios da própria categoria:
“A falta de investimentos, de infraestrutura adequada e de condições de trabalho compromete a qualidade dos serviços e atinge diretamente também aqueles que são responsáveis por prestá-los. Há, portanto, uma convergência que nem sempre recebe a devida atenção: a população deseja serviços melhores, e os servidores públicos também. Ninguém conhece tão de perto as deficiências da administração quanto quem precisa enfrentá-las diariamente para realizar seu trabalho”.
O ponto de vista de Spada vai ao encontro da atuação da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), que luta por um Estado forte e presente na vida das pessoas, a valorização do serviço e do servidor público e a ampliação e universalização dos direitos. E isso só será possível com a mobilização da sociedade pela realização da auditoria da dívida pública, garantindo a devida transparência da máquina pública, para a compreensão de onde e como os recursos são investidos.
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https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/10/o-estado-que-as-pessoas-querem.shtml28/10/2026
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