O rombo das contas públicas está no Sistema da Dívida e não em investimentos sociais

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A live do “dia seguinte” à reeleição de Lula para a presidência da República continua repercutindo e gerando debates sobre os mais diversos temas.

Enquanto analisava o vergonhoso “chilique” do mercado financeiro (derrotado nas urnas e em seus anseios de tesouraços fiscais e privatizações) retratado na brusca queda Bolsa de Valores e alta do dólar, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lucia Fattorelli, falou sobre a tentativa deste setor de responsabilizar os investimentos sociais pelo saldo negativo nas contas púbicas.

Ela ironizou os ataques a benefícios como o Bolsa Família “de pouco mais de 600 reais e que impede que as pessoas morram de fome” enquanto defendem absurdos como a “Bolsa-Banqueiro”:

“Usam um mecanismo de mercado para remunerar diariamente a sobra de caixa dos bancos, isto é, o dinheiro que eles deixam de emprestar (que é da sociedade) (…) E mesmo eles emprestando uma parte desse dinheiro da sociedade a juro abusivo (pois tem muita gente desesperada), sobra uma bolada de mais de um trilhão e meio (de reais). O Banco Central aceita essa bolada e paga juro diário aos bancos. Isso é Bolsa-Banqueiro e é aí que está o rombo das contas públicas”, esclareceu.

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A ACD está à frente de uma campanha para acabar de vez com a Bolsa-Banqueiro, o mecanismo utilizado pelo BC para remunerar diariamente a sobra de caixa dos bancos, gerando lucros diários aos mesmos. Um dinheiro que deveria ser investido na sociedade a juros baixos!

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