Semana de reunião do COPOM: “Mercado” prevê que Brasil continuará como campeão mundial disparado de juros reais
“Analistas do mercado” (ou seja, os rentistas da dívida pública) estão prevendo que a Taxa Selic pode “cair” de 14,75% para 14,5% ao ano na reunião desta semana do Copom (Comitê de Política Monetária, composto pela Diretoria do Banco Central). Porém, com essa “queda” completamente irrisória, o Brasil ainda se manteria disparado o campeão mundial em juros reais (ou seja, descontada a inflação), de 10% ao ano, na frente até mesmo da Rússia (em guerra, com 8,12%) e Turquia (4,68%), enquanto os Estados Unidos praticam a taxa real de 0,44%, a Zona do Euro -0,44% (negativos), o Japão -0,74% (negativos) e a Argentina -2,71% (negativos). (Fonte)
Isso faz com que os bancos ganhem rios de dinheiro às custas do Banco Central (ou seja, às custas do povo), que remunera a sobra de caixa deles com a “Taxa Selic” ou até mais (a “Bolsa Banqueiro”). Desta forma, os bancos só se interessam em emprestar a pessoas ou empresas a juros estratosféricos, sufocando a economia real, as famílias e os pequenos negócios.
O Governo Federal poderia alterar tudo isso usando a sua maioria de votos no Conselho Monetário Nacional (CMN, que dita as regras da política monetária, à qual o BC deve se submeter, conforme a Lei 4.595), ou usando os votos dos diretores que indicou ao COPOM, porém, mantém essa política, mesmo que a inflação esteja dentro até mesmo da super exigente meta definida também pelo próprio CMN. Desta forma, o próprio governo está deixando milhões de brasileiros presos a taxas de juros abusivas no crédito, no cheque especial e no cartão de crédito (que chegam a mais de 400% ao ano), com endividamento recorde.
Enquanto os sucessivos governos não resolvem esse problema, a Auditoria Cidadã da Dívida junto com várias entidades apresentaram – por meio da Comissão de Legislação Participativa da Câmara – o Projeto de Lei Complementar (PLP) 104/2022, que enfrenta o problema de frente: limita os juros de quaisquer empréstimos (inclusive do cartão de crédito) a 12% ao ano, e acaba com a “Bolsa Banqueiro”. Porém, o PLP está parado há mais de três anos na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, mesmo com impacto direto na vida da população.
Agora é o momento de agir. Os requerimentos apresentados pela deputada Fernanda Melchionna podem destravar o projeto, mas dependem de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta.
A pressão popular é decisiva. Basta um clique para cobrar essa pauta. Faça sua parte.
Pressione os parlamentares agora e ajude a colocar limite nos juros abusivos no Brasil.
