Semana do Agro no Congresso pode ficar marcada como a do Desastre Ambiental

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A chamada “Semana do Agro”, articulada pela bancada ruralista na Câmara dos Deputados, representa mais um capítulo do Pacote da Destruição que ameaça o meio ambiente, o clima e os direitos dos povos e comunidades tradicionais. Sob o discurso de fortalecimento do Agro pelos lobistas do setor, o Congresso tenta acelerar projetos que enfraquecem a fiscalização ambiental e ampliam a flexibilização de regras de proteção da natureza.

Entre as propostas mais graves está o PL 2564/2025, que impede o uso de imagens de satélite para embargos ambientais. Na prática, significa atacar uma das ferramentas mais eficientes do Ibama no combate ao desmatamento ilegal, especialmente na Amazônia. Também avança o chamado “Super MAPA” (PL 5900/2025), que amplia o poder do Ministério da Agricultura para interferir em regulações ambientais e decisões técnicas sobre biodiversidade e proteção de espécies.

Outro projeto ameaça campos nativos e formações não florestais, abrindo espaço para mais conversão de áreas naturais em pasto, mineração e monoculturas. Trata-se de uma ofensiva que favorece interesses econômicos de curto prazo enquanto agrava a crise climática, a destruição dos biomas e os conflitos socioambientais.

A Bancada Ruralista está trabalhando duro para transformar o Parlamento em balcão de urgências do agro predatório, com dispositivos para aprofundar o desmonte ambiental,  como o que ocorreu nova Lei Geral do Licenciamento, e como ocorreu durante o governo Bolsonaro. O Brasil não precisa de uma “Semana do Agro” que continue passando a boiada, mas sim de compromisso com a proteção ambiental, a ciência, os servidores públicos da fiscalização e o futuro climático do país.

Por isso é urgente lutar com toda a força contra este lobby do agro e eleger parlamentares comprometidos com o meio ambiente e causas socioambientais nas eleições do outubro.