Economista que atua no mercado financeiro reconhece riscos da PEC 65, em coluna no Valor

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No último dia 12 de agosto, Fernanda Lima, economista-chefe na Barra Peixe Investimentos, publicou um artigo no jornal Valor Econômico, com um posicionamento pouco comum a quem, reconhecidamente, atua no mercado financeiro.

Ela aponta uma série de ‘problemas’ que seriam causados ao Brasil em uma eventual e temerária aprovação da PEC 65/2023, também conhecida como PEC do Papel Podre, lançada com o ‘suposto’ objetivo de conceder “ainda mais’ autonomia ao Banco Central do Brasil (BC), já tido como um dos mais autônomos do planeta.

Segundo ela, o BC passaria a se beneficiar dos juros altos, o que poderia gerar um incentivo, evidentemente, para mantê-los sempre elevados, ou seja, haveria ‘conflito de interesses’.

Fernanda ressalta que essa ”independência’, na prática, busca livrar o BC de prestar contas ao Parlamento Brasileiro e, por consequência, também de ter que se submeter a auditorias, tornando-se, definitivamente, ‘sem transparência’.

A economista entende que a medida criará incentivos ’embutidos’ na Constituição Federal que não representam um avanço real e alerta que, em um país com juros reais já tão elevados, tal mudança institucional traria grandes riscos que o Brasil não deve correr.

O posicionamento de Fernanda Lima é uma demonstração de que o próprio ‘mercado financeiro’ tem incertezas e preocupações em relação a uma autonomia ainda maior do BC.

Confira, aqui, a coluna completa: https://valor.globo.com/opiniao/coluna/independencia-que-se-paga-com-juros-altos.ghtml

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